Conheça o material mais escuro que existe – ele faz objetos desaparecerem

O Vantablack não para de ficar mais escuro e mais interessante. Este é o material que mais absorve luz no mundo, produzido pela Surry Nanosystems. A empresa acaba de divulgar novo níveo mostrando a última atualização do material.


O novo vídeo mostra uma esfera coberta com Vantablack sendo movida na frente de uma placa do mesmo material. Além de ser difícil perceber que a esfera tem três dimensões, e não duas, quando é movimentada sobre a placa negra, ela simplesmente fica invisível para nossos olhos.

Como funciona?

O nome Vanta vem de Vertically Aligned NanoTube Arrays (“Conjunto de Nanotubos Verticamente Alinhados”).
O Vantablack foi criado em 2014 e é feito com nanotubos de carbono que funcionam como um labirinto para a luz que incide sobre ele. Apenas 0,04% da luz consegue sair dali. O restante da radiação fica presa entre os tubos, saltando entre eles, até se converter em calor.
Como você deve se lembrar das aulas de física do colégio, nós não enxergamos o objeto em si, mas sim a luz que se reflete em sua superfície e atinge nossos olhos. Como este material retém 99,96% da radiação que bate nele, os olhos não conseguem perceber nada no objeto além da ausência de luz – vista como a cor preta – e seu contorno. A noção de profundidade também desaparece, dando a impressão de que é um objeto com apenas duas dimensões.

Para que ele serve?

A substância pode ser usada em telescópios, para impedir que luzes que não interessam ao observador entrem no aparelho. “Ele reduz a luz desnecessária, melhorando a capacidade de telescópios sensíveis para enxergar estrelas fracas”, explica o Chefe de Tecnologia da empresa, Ben Jensen.
O material também pode melhorar a performance de câmeras infravermelhas na Terra e no espaço.
Já que absorve a radiação da luz e a converte em calor, o Vantablack também pode ser usado para aumentar a absorção de calor em materiais usados na tecnologia de energia solar, assim como em camuflagens térmicas no setor militar.

Já está em uso

Em maio de 2016, o material foi usado pela primeira vez na tecnologia espacial. Ele faz parte de uma câmera lançada em um satélite para observar a Terra.
Confira o vídeo completo:


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