Adivinhe qual país foi o primeiro a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho

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Cuba demonstrou mais uma vez que o seu sistema de saúde excelente é algo que devemos admirar e com o qual temos que aprender. Nesta semana, tornou-se o primeiro país a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão da AIDS e da sífilis de mãe para filho.
Embora o termo “eliminação” possa nos levar a acreditar que esta forma de transmissão foi dizimada, isso não é necessário para satisfazer os requisitos estabelecidos pela OMS para a validação. Em vez disso, o país precisa demonstrar que tem tido menos de 50 infecções por esta via de transmissão a cada 100 mil bebês nascidos vivos há pelo menos um ano. A nação dos Castro, no entanto, superou estes requisitos: em 2013, apenas dois bebês nasceram com HIV e apenas cinco com sífilis.
“Eliminar a transmissão de um vírus é uma das maiores conquistas possíveis de saúde pública”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em um comunicado. “Esta é uma grande vitória em nossa longa luta contra o HIV e doenças sexualmente transmissíveis, e um passo importante no sentido de ter uma geração sem AIDS”.

Tratamento é a chave

No mundo, 16 milhões de mulheres vivem com o HIV, sendo que a cada ano 1,4 milhões delas engravida. O risco de transmissão do vírus para a criança é apenas cerca de 1% se os medicamentos anti-HIV forem consumidos durante as fases em que a infecção pode ocorrer, o que abrange a gravidez até o aleitamento materno. Mas se não for tratada, existe até uma chance de 45% que a criança vá ser infectada.
Embora a sífilis receba muito menos atenção do que o HIV, a infecção durante a gravidez também pode significar motivo de muita preocupação, podendo levar à morte fetal ou neonatal na ausência de uma terapia antibiótica.

Sem fórmula mágica

A fim de reduzir a taxa de transmissão de mãe para filho de ambas as doenças, uma iniciativa foi criada em 2010 para melhorar o acesso aos testes e tratamentos para estas infecções, a cesarianas e a substitutos do aleitamento materno. Estes serviços, que fazem parte do sistema de saúde universal de Cuba (o SUS deles), estão sendo implementados em vários outros países e estão ajudando substancialmente na concretização do objetivo global de termos menos de 40 mil novas infecções anualmente.
O anúncio do título conquistado pelo país caribenho foi feito na última terça-feira, dia 30, pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, em entrevista coletiva na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS/OMS) em Washington. “Tudo foi possível pelo nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha tido estas conquistas”, declarou. 

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